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Nódulo na tireoide: quando investigar e quando apenas acompanhar?
Publicado em 18 de agosto de 2026

Nódulo na tireoide: quando investigar e quando apenas acompanhar?

Descobrir um nódulo na tireoide durante um ultrassom costuma gerar preocupação imediata. Para muitas pessoas, a primeira associação é com câncer e, logo depois, surgem dúvidas sobre a necessidade de fazer uma punção ou até uma cirurgia.

Esse é o tema do novo episódio do podcast Laudos & Conexões, do Centro Diagnóstico Lucilo Ávila, que reúne a endocrinologista Dra. Ana Carla Montenegro e o radiologista Dr. Fernando Gurgel para uma conversa clara e acessível sobre diagnóstico, acompanhamento e investigação dos nódulos da tireoide.

A maioria dos nódulos é benigna

Um dos principais pontos reforçados no episódio é justamente o mais tranquilizador: a grande maioria dos nódulos da tireoide é benigna.

Além disso, nem todo nódulo precisa ser puncionado ou tratado. Dependendo das características encontradas no ultrassom, o acompanhamento periódico pode ser a conduta mais adequada.

O que é avaliado no ultrassom?

Durante muito tempo, o tamanho foi um dos principais parâmetros utilizados para determinar quais nódulos deveriam ser investigados.

Hoje, a avaliação é mais detalhada.

Como explicado no podcast, o ultrassom permite analisar características como composição, margens, formato e presença de microcalcificações.

A combinação dessas informações ajuda a estabelecer o grau de suspeição e orientar os próximos passos.

O que significa TI-RADS?

Durante a conversa no Laudos & Conexões, os especialistas também explicam o sistema TI-RADS, utilizado para padronizar a avaliação ultrassonográfica dos nódulos da tireoide.

É importante compreender que o número do TI-RADS, isoladamente, não representa um diagnóstico de câncer.

Um nódulo classificado como TI-RADS 4, por exemplo, não necessariamente precisará ser puncionado. A classificação deve ser interpretada juntamente com o tamanho e as demais características encontradas no exame.

Por isso, tentar interpretar o resultado apenas pesquisando a classificação na internet pode gerar ansiedade desnecessária.

Todo nódulo precisa de punção?

Não.

Um dos objetivos de uma avaliação adequada é justamente identificar quais nódulos realmente precisam de investigação por punção e quais podem ser acompanhados.

No episódio, os especialistas reforçam que muitos nódulos não precisam de tratamento nem de punção.

Em alguns casos, acompanhar não significa “não fazer nada”. Significa adotar a conduta indicada para aquele achado e evitar procedimentos desnecessários.

Quando a punção é necessária, como funciona?

Outro tema que costuma gerar ansiedade e que foi explicado no podcast é a Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF).

Apesar do nome, trata-se de um procedimento simples.

A coleta é realizada com uma agulha fina e guiada por ultrassom, permitindo ao radiologista acompanhar em tempo real a posição da agulha e o local de coleta do material.

Segundo o Dr. Fernando Gorgel explica no episódio, a coleta propriamente dita dura, em média, cerca de 30 segundos.

As células obtidas são colocadas em lâminas e encaminhadas para análise citopatológica.

E se o resultado disser “material insuficiente”?

O episódio também aborda uma situação que pode gerar dúvida e frustração: quando o resultado informa que o material coletado foi insuficiente.

Isso não significa necessariamente que o procedimento tenha sido realizado de forma inadequada.

Em determinadas situações, a amostra pode não apresentar quantidade suficiente de células para permitir uma conclusão diagnóstica.

Uma das estratégias discutidas no Laudos & Conexões é a avaliação do material por um citopatologista ainda no momento da coleta. Dessa forma, caso não haja células suficientes, pode ser possível realizar uma nova coleta naquele mesmo momento.

E se for câncer?

Mesmo diante da possibilidade que mais preocupa os pacientes, existe uma informação importante.

No episódio, a Dra. Ana Carla Montenegro explica que o câncer da tireoide apresenta, na grande maioria dos casos, evolução bastante favorável, com chance de cura superior a 95%.

Além disso, seu tratamento pode ser bastante diferente daquele que muitas pessoas imediatamente associam à palavra câncer.

A informação adequada, portanto, também é importante para evitar que um achado no exame seja transformado antecipadamente em um diagnóstico.

Informação também é cuidado

A principal mensagem da conversa é simples: descobrir um nódulo na tireoide não deve ser motivo para desespero.

O achado precisa ser corretamente caracterizado para que seja possível determinar a conduta adequada.

Em alguns casos, será necessário investigar. Em outros, acompanhar será suficiente.

Um ultrassom de qualidade, a indicação adequada de punção quando necessária e a integração entre os profissionais envolvidos ajudam a tornar essa jornada mais segura e tranquila.

Quer saber mais?

🎙️ Confira o episódio completo do Laudos & Conexões, com a Dra. Ana Carla Montenegro e o Dr. Fernando Gurgel.

Uma conversa para entender melhor os nódulos da tireoide, o papel do ultrassom, quando a punção é necessária e por que informação de qualidade também faz parte do cuidado.

Onde assistir:

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