MARCA_LUCILO
Dor de cabeça: quando é apenas dor e quando pode ser um sinal de alerta?
Publicado em 4 de agosto de 2026

Dor de cabeça: quando é apenas dor e quando pode ser um sinal de alerta?

Novo episódio do Laudos & Conexões explica quando procurar atendimento, quando os exames de imagem são necessários e quais avanços mudaram o tratamento da enxaqueca.

Dor de cabeça é um dos sintomas mais frequentes na prática médica. Quase todas as pessoas já passaram por isso em algum momento da vida.

Na maioria das vezes, ela está relacionada a condições benignas, como enxaqueca, cefaleia tensional, infecções virais ou sinusite. Mas existem situações em que a dor pode ser o primeiro sinal de doenças que precisam de diagnóstico e tratamento rápidos.

No oitavo episódio do Laudos & Conexões, a Dra. Mirela Ávila conversa com a neurologista Dra. Luciene Seixas e a neurorradiologista Dra. Jandilene Freitas sobre como diferenciar uma dor de cabeça comum dos casos que merecem investigação por exames de imagem.

Toda dor de cabeça precisa de tomografia ou ressonância?

Não.

Essa é uma das principais mensagens do episódio.

A maior parte das dores de cabeça não exige exames de imagem. Em muitos casos, especialmente na enxaqueca, o diagnóstico é clínico, baseado na avaliação médica e nas características dos sintomas.

Os exames são indicados quando existem sinais que aumentam a suspeita de uma causa estrutural, como tumores, hemorragias, infecções ou alterações vasculares.

Quais são os sinais de alerta?

Algumas características merecem atenção imediata:

  • primeira dor de cabeça muito intensa da vida;
  • dor que surge de forma súbita;
  • mudança importante no padrão habitual da dor;
  • dor acompanhada por vômitos persistentes;
  • convulsão;
  • desmaio;
  • dificuldade para falar;
  • perda de força ou sensibilidade em um lado do corpo;
  • desorientação.

Nessas situações, a avaliação médica não deve ser adiada.

Tomografia ou ressonância: qual exame é mais indicado?

A escolha depende da situação clínica.

Em casos de urgência, como suspeita de hemorragia ou trauma, a tomografia costuma ser o primeiro exame solicitado por ser rápida e eficiente.

Já a ressonância magnética oferece imagens mais detalhadas e costuma ser indicada quando é necessário investigar tumores, doenças inflamatórias, infecções ou outras alterações do cérebro.

Os exames não competem entre si. Cada um possui indicações específicas e, em muitos casos, são complementares.

O contraste é sempre necessário?

Também não.

Na maioria das investigações de dor de cabeça, os exames sem contraste já fornecem as informações necessárias.

O contraste costuma ser reservado para situações específicas, como pacientes com histórico de câncer, imunossupressão, suspeita de infecções ou quando o médico precisa avaliar determinadas alterações com maior precisão.

O que realmente caracteriza uma enxaqueca?

A enxaqueca é uma doença neurológica de origem genética.

Geralmente provoca dor intensa, pulsátil, associada a náuseas, sensibilidade à luz, aos sons e, muitas vezes, aos cheiros.

Mais do que uma simples dor, ela pode comprometer o trabalho, os estudos e a rotina, sendo uma das principais causas de incapacidade temporária em adultos.

Dor de cabeça pode ser sinal de tumor cerebral?

Pode, mas essa não é a causa mais frequente.

Quando relacionada a um tumor, a dor costuma apresentar um padrão progressivo: começa de forma leve, torna-se mais frequente, mais intensa e passa a responder cada vez menos aos medicamentos habituais.

Por isso, a evolução dos sintomas e a avaliação médica são fundamentais para definir quando investigar.

A enxaqueca tem tratamento?

Sim.

Embora não tenha cura, hoje existem tratamentos muito mais eficazes do que há alguns anos.

Além dos medicamentos tradicionais, novas terapias específicas para enxaqueca, como os anticorpos monoclonais e a aplicação de toxina botulínica em casos selecionados, vêm reduzindo significativamente a frequência e a intensidade das crises.

Mudanças no estilo de vida, como sono adequado, alimentação regular, atividade física e identificação dos gatilhos individuais, também fazem parte do tratamento.

Informação ajuda a reconhecer os sinais certos

Nem toda dor de cabeça representa uma doença grave.

Ao mesmo tempo, alguns sintomas não devem ser ignorados.

Saber identificar os sinais de alerta e procurar avaliação médica quando necessário permite indicar o exame correto no momento adequado e aumenta as chances de um diagnóstico preciso.

Assista ao episódio completo

No novo episódio do Laudos & Conexões, especialistas em neurologia e neurorradiologia explicam como diferenciar uma dor de cabeça comum das situações que exigem investigação, quando a tomografia ou a ressonância são indicadas e quais avanços vêm transformando o tratamento da enxaqueca.

Onde assistir

Spotify
YouTube
Deezer

doctor

Receba nossos conteúdos