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Dor não é normal: quando investigar, quais exames ajudam e como preservar a mobilidade ao longo da vida
Publicado em 7 de julho de 2026

Dor não é normal: quando investigar, quais exames ajudam e como preservar a mobilidade ao longo da vida

Novo episódio do Laudos & Conexões discute diagnóstico precoce, medicina regenerativa e envelhecimento ativo

Dor no joelho, no ombro, na coluna ou em outras articulações costuma fazer parte da rotina de muitas pessoas.

Com frequência, esses sintomas são atribuídos à idade, ao desgaste natural do corpo ou à prática de atividades físicas. Mas será que sentir dor é realmente normal?

A resposta dos especialistas é clara: não.

No sexto episódio do Laudos & Conexões, a Dra. Mirela Ávila recebe o ortopedista Dr. José Luiz Perez e o radiologista Dr. Gabriel Brito para uma conversa sobre diagnóstico da dor, exames de imagem, medicina regenerativa e os cuidados que ajudam a manter a mobilidade e a qualidade de vida ao longo dos anos.

Nem toda dor significa lesão. Mas toda dor merece atenção.

Uma das primeiras reflexões do episódio é a diferença entre uma dor esperada e uma dor que pode indicar um problema mais importante.

Após um treino intenso ou uma atividade física diferente do habitual, é comum sentir desconforto muscular por um ou dois dias. Essa é uma resposta fisiológica do organismo ao esforço realizado.

O alerta surge quando a dor persiste, piora com o passar dos dias, limita movimentos ou começa a interferir nas atividades do dia a dia.

Nesses casos, a investigação médica pode ser fundamental para identificar precocemente lesões, processos inflamatórios ou alterações degenerativas.

Quando procurar exames para investigar a dor?

Muitas pessoas esperam até que a dor se torne incapacitante para procurar ajuda.

No entanto, a medicina atual permite identificar alterações cada vez mais cedo, muitas vezes antes que elas provoquem limitações importantes.

Durante o episódio, os especialistas explicam como exames como ultrassonografia e ressonância magnética ajudam a localizar a origem do problema, avaliar estruturas musculares, tendões, ligamentos, cartilagens e articulações, além de orientar a escolha do tratamento mais adequado.

A mensagem é simples: quanto mais cedo o diagnóstico acontece, maiores são as possibilidades de intervenção e melhores tendem a ser os resultados.

Ultrassom ou ressonância magnética: qual exame é o mais indicado?

Uma dúvida muito comum entre pacientes é saber qual exame deve ser realizado primeiro.

A resposta depende da suspeita clínica e da estrutura que precisa ser avaliada.

O ultrassom tem papel importante na análise de tendões, ligamentos e estruturas superficiais, além de permitir avaliações dinâmicas em tempo real.

Já a ressonância magnética se destaca na investigação de lesões mais profundas, alterações ósseas, cartilagens, meniscos e outras estruturas intra-articulares.

O episódio também aborda os avanços tecnológicos que vêm tornando a ressonância mais rápida e confortável para os pacientes, incluindo o uso de inteligência artificial para acelerar a aquisição das imagens sem comprometer a qualidade diagnóstica.

Medicina regenerativa: muito além das células-tronco

Outro tema central da conversa é a medicina regenerativa.

Apesar de muitas pessoas associarem o conceito exclusivamente às células-tronco, os especialistas explicam que essa área é muito mais ampla.

O objetivo é utilizar estratégias capazes de favorecer os mecanismos naturais de recuperação do organismo, buscando tratamentos cada vez mais precisos, personalizados e menos invasivos.

A medicina regenerativa faz parte de uma mudança importante na forma de cuidar das lesões musculoesqueléticas, priorizando a preservação dos tecidos e a recuperação funcional sempre que possível.

Nem toda dor precisa de cirurgia

Uma das informações que mais chama atenção no episódio é que a grande maioria dos problemas ortopédicos não exige tratamento cirúrgico.

Atualmente, muitos pacientes podem ser tratados de forma conservadora, utilizando reabilitação, mudanças de hábitos, terapias direcionadas e procedimentos minimamente invasivos quando indicados.

Essa abordagem permite controlar sintomas, melhorar a função e preservar a qualidade de vida sem a necessidade de intervenções mais agressivas.

O envelhecimento saudável começa muito antes da dor aparecer

Além do diagnóstico e do tratamento, o episódio também destaca um tema essencial: prevenção.

Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, manutenção da massa muscular e qualidade do sono são fatores diretamente relacionados à saúde das articulações e à longevidade.

Os especialistas reforçam que viver mais não é o único objetivo.

O mais importante é viver mais com autonomia, mobilidade e capacidade de realizar as atividades que fazem parte da rotina.

Uma conversa sobre diagnóstico, prevenção e qualidade de vida

O sexto episódio do Laudos & Conexões mostra como os avanços da medicina diagnóstica e dos tratamentos modernos têm transformado a forma de investigar e tratar a dor.

Mais do que aliviar sintomas, o objetivo é identificar causas, preservar funções e ajudar as pessoas a envelhecer com mais saúde e independência.

Uma conversa indispensável para quem convive com dores frequentes, pratica atividades físicas, deseja entender melhor os exames de imagem ou busca estratégias para manter a mobilidade ao longo da vida.

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